Amigos, apesar de ter feito várias viagens depois desta última publicada aqui no Resíduo Pesado, deixei de publica-las por mera preguiça, e também porquê dá um certo trabalho em editar filmes, fotos e colher informações sobre o roteiro percorrido. Porém nos próximos dias vou sair para a grande viagem de moto da minha vida cujo destino será o Alaska.
Pretendo relatar, nos mesmos moldes que vinha fazendo aqui, no Resíduo Pesado, o dia a dia dessa pequena aventura de moto do sul do Brasil até o Alaska. Resolvi para isso criar um novo blog aonde vou tentar colocar tudo que for possível a fim de que a pessoa que acessá-lo, tenha idéia de como é fazer uma viagem de moto desse porte e, quem sabe, contribuir com alguma informação útil para quem no futuro queira fazer algo parecido pois foi lendo inúmeros relatos (blogs) de outros que fizeram essa viagem antes, eu pude tornar esse sonho em realidade.
Saí de Porto Alegre às 05:40h com destino á Curitiba (PR) onde faria meu primeiro pernoite.
Tempo bom, sol a maior parte da viagem. Passei pela entrada de Florianópolis ás 11:20h - viagem "solo" é bom porquê rende mais, você tem mais liberdade de definir como vai pilotar, quando vai parar, se vai almoçar ou apenas fazer um lanche.
Vale fazer uma observação aqui: um dos inconvenientes de se viajar "solo" é que durante as paradas para lanchar ou mesmo ir ao banheiro não ter alguém para ficar de olho na bolsa que levo amarrada na moto, então desta vez, e será assim daqui por diante, optei por utilizar um rede Pacsafe 85L para proteger a bolsa impermeável que levo amarrada. Nunca mais viajo sem este acessório.
Optei por fazer um lanche em um posto de gasolina um pouco antes da entrada de Porto Belo (SC) - Posto Petrobras Angeloni - cerca de 11:55h e depois segui em direção à São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, onde iria pernoitar.
Parei novamente, somente para abastecer, no município da Penha (SC) e segui até o meu destino daquele dia: Hotel Stradiotto em São José dos Pinhais (PR) onde cheguei às 15:15h.
Este hotel já não é mais uma opção para mim por apresentar uma péssima relação custo/benefício.
Preço da hospedagem em quarto simples: R$ 80,00 Coordenadas do hotel: S25° 35.097' W49° 10.487' Dia 06 de outubro de 2015 (terça-feira)
Saí do hotel em São José dos Pinhais (PR) às 06:40h com destino á cidade de São Carlos (SP) onde eu iria visitar o Museu da TAM. O tempo não estava tão bom quanto no dia anterior mas não chovia e estava uma temperatura bem amena.
Após pegar o contorno sul de Curitiba, entrei na rodovia Régis Bittencourt (BR-116) até a cidade de Juquiá (SP), aonde cheguei às 10:00h. Parei para abastecer e atravessei a pequena cidade para pegar a SP-079, uma rodovia que liga Juquiá a Tapiraí. Estrada simples porém, na ocasião, muito bem conservada e com muitas curvas. A estrada passa ao lado do Parque Estadual Intervales e em determinado trecho acompanha o traçado do Rio Juquiá - muito bonita.
Depois de Tapiraí a viagem seguiu por estrada não tão bonitas, mas de boa qualidade passando pelas cidades de Votorantim, Sorocaba, Itú, Piracicaba, Rio Claro e finalmente São Carlos, onde cheguei às 15:30, vindo me hospedar no Sâo Carlos Othon Suites, onde já havia feito reserva antecipada pela internet. Este hotel sim valeu cada centavo pago.
Preço da hospedagem: R$ 132,00 por dia. Coordenadas do hotel: S22° 00.468' W47° 53.988' Parada para café da manhã, ainda no Rio Grande do Sul
Pacsafe 85L - Não viajo mais sem este acessório Parada na Régis Bittencourt, já em SP, após sair de São José dos Pinhais Hotel Othon Suites São Carlos - eu recomendo Vídeo da ida
Dia 07 de outubro de 2015 (quarta-feira)
Este dia foi reservado para visitar o Museu da TAM. Ele abre de quarta-feira até domingo e nas quartas-feira a entrada é gratuita, nos outros dias não sei quanto custa mas mesmo pagando vale a pena visitar - posso dizer que este museu não faz feio perante outros do gênero que existem em diversos países. Vou publicar aqui somente as fotos de 2 aeronaves que tem a ver com a Marinha do Brasil, da qual fui integrante por 9 anos, mas o museu exibe aeronaves de várias partes do mundo, inclusive alguns MIG's em perfeito estado de conservação.
Fiz uma manutenção básica na moto antes de sair para o museu:
Panorâmica do Museu da TAM
Um helicóptero Sikorsky SH-3 Sea King e um P-16E. Ambas aeronaves eu ví operando no NAeL Minas Gerais - Navio-Aeródromo Ligeiro Minas Gerais (A11).
Dia 08 de outubro de 2015 (quinta-feira)
Dia de iniciar meu retorno para Porto Alegre. Saí do hotel às 07:35h e minha intenção neste dia era seguir até a cidade de Ponta Grossa (PR). Passei pela cidade de Jaú (tomei uma multa em um controlador de velocidade que me passou desapercebido), Barra Bonita, que fica às margens do Rio Tietê e onde existe uma das muitas eclusas neste rio que possibilitam sua navegabilidade. Depois de Avaré, ainda em SP, passei por mais uma represa, a de Jurumirim (rio Paranapanema).
Às 12:00h entrei no estado do Paraná, via PR-272, e às 14:35h estava passando pela cidade de Castro (PR) que é uma das cidades que fica perto do Canyon de Guartelá, considerado um dos maiores canions em extensão do mundo - um destino que vale a pena conhecer (está na minha agenda para uma próxima viagem.
Às 15:00h cheguei em Ponta Grossa e resolví seguir viagem pois ainda era muito cedo para parar.
Passei pela cidades de Lapa e Campo do Tenente, onde acessei a BR-116 e pilotei até a cidade de Rio Negro, ainda no estado do Paraná, bem na divisa com o estado de Santa Catarina. Alí me hospedei no hotel Pampa. Tão logo cheguei no hotel, às 17:30h, desabou um temporal - escapei por pouco.
Preço da hospedagem: R$ 80,00. Coordenadas do hotel: S26° 05.782' W49° 46.855'
Unica foto do dia - SP-215 entre São Carlos e Ribeirão Bonito (SP) Dia 09 de outubro de 2015 (sexta-feira)
Esse foi um dia que não vou esquecer, mas eu, mais ou menos, sabia que não ia ser ser fácil, mas não precisava ser tão difícil assim. Estava chovendo no Rio Grande do Sul já fazia alguns dias então eu sabia que,cedo ou tarde iria pegar chuva, mas não precisava ser tanta chuva.
Saí do hotel às 06:35h e o tempo prometia (chuva). Pretendia passar em Lages (SC) para visitar meu amigo Clóvis (motociclista) e talvez até pernoitar lá. Porém como logo que peguei a estrada já começou a chover achei que pegar dois dias de chuva (sexta e sábado) era demais. Era melhor encarar somente um dia de chuva até Porto Alegre do que dois.
Até Lages (SC) a chuva era suportável mas a medida que me aproximava do Rio Grande do Sul a coisa foi ficando feia. Quando cheguei na cidade de Vacaria, já no Rio Grande do Sul, eu estava em estado lastimável, simplesmente não havia uma parte do meu corpo seco. Para piorar a situação a tela do GPS, que é "touch screen" não funcionava mais - congelou de tanta chuva que tomou. Não me fez falta pois conheço muito bem o caminho de casa, mas é um "brinquedo" que me avisa quanto tempo ou quantos quilômetros falta para meu próximo destino - gosto de me distrair com ele durante os percursos.
Após Vacaria peguei a RS-122 para evitar o trecho sinuoso da BR-116 entre São Marcos e Caxias do Sul. Após almoçar em um posto próximo a entrada da cidade de Antonio Prado, ás 12:40h, parti para a última etapa da viagem e creio que foi a pior. Queda de barreira antes da cidade de Flores da Cunha (com interrupção do tráfego) e um trânsito caótico já na chegada da região metropolitana de Porto Alegre até a chegada em casa, às 17:20h,
Números:
2.576 kms rodados.
125,4 litros de combustível
R$ 439,41 gastos com combustível
20,54 km/l em média.
20 dias de duração
6.890 km rodados
316,6 litros de gasolina consumidos
R$ 974,90 gastos com combustível
21,80 km/litro de consumo médio
R$ 3,08 média por litro
34 paradas para abastecimento
Foram gastos R$ 1.403,00 com hospedagem (por pessoa)
Saímos do hotel pontualmente às 08:00h para fazermos o último trecho de nossa viagem. Sendo um trajeto já bem conhecido nosso, este último dia foi bem tranquilo.
Ás 08:55h estávamos atravessando a região metropolitana de Florianópolis (São José) e já às 12:20h cruzamos a ponte sobre o Rio Mampituba retornando, após 20 dias de viagem, ao nosso estado.
Após uma rápida parada no posto de pedágio de Gravataí, para nos despedirmos, cheguei em casa às 15:00h.
Quilometragem no dia 05/outubro - Partida
Quilometragem no dia 24/outubro - Chegada
A Pousada Morimoto tem um diferencial: o café da manhã é servido no quarto, vem em uma bandeija. O hóspede só tem que avisar o dono da pousada que ele pode servir o café.
Saímos da pousada às 07:55h e através da BR-101/SP-055 contornamos Guarujá, Santos e Cubatão, as três maiores cidades da Baixada Santista. Este trecho foi feito em uma rodovia com pedágio mas motos não pagam. Seguimos pela SP-055 passando ao longo das diversas cidades do litoral sul de SP até alcançarmos a BR-116 (rodovia Régis Bittencourt) na altura da cidade de Juquiá. A partir daí rodariámos por pista duplicada até nosso destino final: Balneário Camboriú.
Exceto por um engarrafamento depois de São José dos Pinhais, por conta de obras na pista, o dia rendeu bem e acabamos chegando em Balneário Camboriú cerca de 17:30h - creio que um bom rendimento em se tratando de velocidade média.
Ficamos hospedados no Hotel Tirol, que mudou de nome para Sandri City, que eu já conhecia de outros passeios por aquela cidade.
Preço da hospedagem em quarto duplo: R$ 150,00
Coordenadas do hotel: S26° 59.383' W48° 37.917'
Saímos às 08:00h horas do hotel com destino à Bertioga, litoral norte de São Paulo. BR-040 (rodovia Washington Luis), Linha Vermelha e rodovia Presidente Dutra até a altura da cidade de Barra Mansa aonde desceríamos, via BR-494/RJ-155 até a Rodovia Rio Santos (BR-101).
Apesar do movimento normal de dia de semana os primeiros quilômetros fluiram bem mas ficou melhor após transpormos o trecho da Baixada Fluminense. Eu particularmente gosto muito de trafegar pela Dutra, exceto quando chegamos perto das suas extremidades ou seja, as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e São Paulo.
Apesar da beleza da BR-494 e da BR-101 (Rio Santos) tirei apenas uma foto no início da BR-494 mas fiz algumas filmagens que vou postar aqui oportunamente.
Desde nossa saída de Vitória a nossa meta passou a ser apenas 1 pernoite nas próximas cidades e seguir viagem, pois queríamos chegar em Porto Alegre, no máximo, dia 25 (sábado).
Acessamos a Rodovia Rio Santos às 11:55h onde rodamos por cerca de 320 km. Chegando em Bertioga às 17:55 e fomos direto para a Pousada do Sesc. O Hespanhol já tinha se hospedado em Bertioga, em março, na Pousada Morimoto que era melhor localizada em termos de infraestrutura porém ele não se lembrava exatamente onde ela ficava. Após uma rápida busca pelo GPS encontramos a pousada, onde nos instalamos.
Preço da hospedagem em quarto duplo: R$ 130,00
Coordenadas do hotel: S23° 50.628' W46° 07.971'
Como o café no hotel era cobrado à parte saímos um pouco mais cedo do que de costume, cerca de 07:00h.
De Vitória fomos pela ES-060 (Rodovia do Sol) até a BR-101 que naquela altura apresentava um intenso tráfego de caminhões e carros. Depois de 124 km rodando na BR-101 pegamos a ES-297.
Em uma parada para tomarmos café, ainda na BR-101 recebi uma mensagem via celular do Adriano Nemésio, a quem íamos encontrar em Petrópolis, sugerindo que fôssemos por Bom Jesus de Itaboana e dalí através da BR-393/RJ-186 seguíssemos até alcançar a BR-040 que nos levaria até a cidade de Petrópolis.
Porém a uns 20 km depois de Bom Jesus de Itaboana, não sei por qual motivo, o GPS nos direcionou para a cidade de Itaperuna e depois para Muriaé, esta última já no estado de Minas Gerais, para depois então voltarmos para o roteiro correto.
Só fui perceber o erro dias depois analisando os dados do roteiro percorrido no BaseCamp (software da Garmin). Não calculei o quanto este erro nos levou a pilotar a mais neste dia mas creio que não menos que 80 km. Para piorar a situação, na BR-116 enfrentamos chuva, em uma serra na altura da cidade de Leopoldina (MG), a única chuva de todo nosso percurso desde que havíamos saído de Porto Alegre.
Chegamos em Petrópolis cerca de 18:00h, debaixo de uma forte neblina que mais se parecia com uma garoa. Paramos em um posto de gasolina, próximo ao pórtico da entrada mais ao leste da cidade onde ia ligar para o amigo que alí residia a fim de nos encontrarmos, qual não foi minha surpresa em constatar que ele havia me mandado uma mensagem dizendo que não ia seguir com a gente (até Florianópolis) conforme ele mesmo havia sugerido, dizendo que deveríamos seguir adiante. Ou seja, mudamos nosso roteiro original (que era seguir até Volta Redonda e com certeza seria bem menor e talvez nem chuva teríamos pego), encaramos um trecho de serra debaixo de chuva para nada - muito obrigado "amigo"!!!!!
Nada mais nos restava a não ser procurar um hotel nas proximidades e descansar depois de termos tido o dia mais estressante de toda nossa viagem.
Nos dirigimos então ao hotel Casa do Sol, que fica situado poucos metros adiante do posto de gasolina aonde estávamos, praticamente na frente do famoso e histórico Hotel Quitandinha.
Preço da hospedagem em quarto duplo: R$ 282,00
Coordenadas do hotel: S22° 31.823' W43° 12.872'
Dia 20/10/2014 (segunda-feira)
Após levar minha moto no revendedor BMW, que estava agendado para 09:00h, voltei para o hotel a fim de encontrar o Hespanhol e irmos para a praia que fica em frente. Passamos a maior parte do dia explorando as redondezas do hotel onde estávamos hospedados e às 17:00h peguei minha moto devidamente revisada e limpa.
A noite recebi mensagem pelo celular de um amigo (Adriano Nemésio) que mora na cidade de Petrópolis (RJ) sugerindo que fossemos até aquela cidade, dormissemos lá e no dia seguinte ele seguiria conosco em sua moto (ele tinha a intenção de ficar na cidade de Florianópolis). Achamos a idéia boa e mudamos nosso roteiro original que seria seguirmos até a cidade de Volta Redonda, pela BR-101, passando pela ponte Rio-Niterói e depois a via Dutra.
Saímos da casa do Ivan às 10:20h da manhã com destino á cidade de Vitória. O Ivan nos acompanhou em sua moto, uma BMW F800 GS, até o acesso da ES-430, município de Jaguaré e de onde retornaria para Pinheiros, via Nova Venécia.
O trajeto até Vitória foi, digamos assim, monótono e mais travado pois o tráfego na BR-101 a partir deste trecho começa a se tornar mais denso, com um maior número de carros e caminhões devido a proximidade das capitais da região sudeste.
Ás 15:10h já estávamos chegando no Hotel Ibis Praia de Camburí, o qual já estava devidamente marcado em meu GPS, era nossa primeira opção de hospedagem (sem reserva prévia) e felizmente havia vaga e o preço estava condizente com sua localização: a praia de Camburí com toda uma infraestrutura a nossa disposição (leia-se bares). Fica também próximo a revenda BMW, na qual eu havia agendado uma semana antes a revisão dos 10.000 km da minha moto para o dia seguinte, dia 20/outubro.
Uma coisa que achei estranho é que a garagem neste caso estava incluída no valor da diária - o café da manhã continua sendo cobrado à parte. Não sei se a Rede Accord mudou sua política quanto ao estacionamento de veículos de hóspedes mas antes este item era cobrado à parte, como o café da manhã ainda é.
Preço da hospedagem em quarto duplo (pago no check in): R$ 358,00 (2 diárias)
Coordenadas do hotel: S20° 17.201' W40° 17.463'
Neste dia iríamos nos encontrar com o pessoal do grupo "Desafio em Duas Rodas" na cidade de Pinheiros, estado do Espírito Santo. Como falei no ínicio do relato desta aventura, em uma viagem (inicialmente solo) para o Chile encontrei um grupo de motociclistas do ES e MG, que acabei seguindo junto com eles ao deserto do Atacama. A viagem terminou mas a amizade continua até hoje, e agora seria a ocasião de reencontrá-los.
Dispensamos o café do hotel, que só seria servido a partir das 07:30h, e saímos bem cedo do hotel em Porto Seguro: 5:30h.
O Ivan Canal, nosso anfitrião em Pinheiros estava preparando um churrasco e teríamos que rodar 380 km para chegar em tempo.
Saímos de baixo de uma leve chuva que logo se dissipou.
De Porto Seguro à Pinheiros foram praticamente só 3 rodovias: BR-367, BR-101 e ES-313, o que foi feito em 05:45 de pilotagem.
Cerca de 11:15 estávamos na casa do Ivan, onde fomos recebidos já com um churrasco. Instalados em um confortável quarto fomos curtir uma piscina enquanto esperávamos os demais componentes do grupo "Desafio em Duas Rodas" que chegaram logo depois e ficaram até o fim do dia.
Quero agradecer aqui a hospitalidade dispensada pelo Ivan e sua família, bem como registrar a satisfação que foi reencontrar o pessoal daquela aventura ao Atacama. Espero poder retribuir tamanha hospitalidade.
Gostaria também de mais uma vez agradecer ao Marcos Cezana, que não pode estar presente no evento, e a quem também não conheço pessoalmente mas nos deu uma dica valiosa no trajeto entre Montes Claros (MG) e Lençóis (BA).
Chegamos na casa do Ivan e após instalados curtimos esta piscina.
Da esquerda para direita: Ramon, Canan (de costas), Guido, Hespanhol e Celso (pai do Ramon), integrantes do Grupo "Desafio em Duas Rodas".
Ivan Canal e sua esposa, nossos anfitriões em Pinheiros.
Bom, ninguém é de ferro então tiramos este dia para pegar uma praia que fica em frente ao hotel. Nos instalamos em um dos vários restaurantes que ficam na orla da praia e ficamos alí, praticando "alterocopismo" (primeiro uisque e depois cerveja). Neste restaurante (Zio Praia Grill) comemos uma moqueca (de novo) espetacular - eu recomendo. Tenho para mim que foi a melhor refeição de toda a viagem.
Á tarde voltamos para o hotel. O Hespanhol foi até o centro de Porto Seguro procurar extensores para melhorar a fixação das malas laterais da moto dele (que estavam querendo levantar vôo) e eu fiquei descansando no hotel.
O dia estava muito bonito, não tinha como não ir para praia.
Esta é a moqueca, para mim a melhor refeição da viagem.
Nossa intenção neste dia era irmos para Santa Cruz Cabrália e passar três noites lá. Saimos como de costume cerca de 08:00h da pousada e depois de passarmos pelas cidades de Ilhéus e Itabuna (BA-001 e BA-415) chegamos novamente à BR-101. 290 km depois de termos saído de Itacaré, no acesso da BR-101 para a BA-683 que nos levaria à Santa Cruz Cabrália, sem passar por Porto Seguro, constatamos que esta rodovia (BA-683) não era asfaltada, apesar de mostrar que era asfaltada no mapa do GPS.
Tivemos então que seguir adiante e irmos até Porto Seguro para de lá voltar um pouco pelo litoral (BR-367) e chegarmos ao nosso destino. Porém ao chegarmos em Porto Seguro, já na praia de Taperapuan, resolvemos que seria melhor ficar por alí mesmo. Com a ajuda de um motoboy, destes que ganham dinheiro indicando hotéis para turistas, nos hospedamos no Porto Cálem Praia Hotel.
Uma coisa que nos chamou a atenção foi a quantidade de turistas que, praticamente, lotavam todos os hotéis da cidade e que viemos saber mais tarde se tratar de uma tal de "Semana do Saco Cheio". Segundo nos explicaram, no hotel e no comércio, trata-se de umas férias fora de época que as pessoas tiram para desestressar....sei lá, eu particularmente nunca tinha ouvido falar disso.
Conforme falei anteriormente, eu vinha gravando os trechos mais bonitos da viagem com a minha câmera Gopro acoplada no capacete e passando os vídeos no fim do dia para o notebook, quando chegávamos no hotel à noite.
No quarto em que ficamos neste hotel nenhuma das tomadas da cabeceira da cama funcionava então utilizei uma extensão própria para ligar o notebook na tomada que fica na parede oposta da cabeceira da cama. Como o fio da extensão ficou atravessado no quarto eu acabei tropeçando no mesmo, derrubando o computador no chão enquanto estava ligado o que causou danos no HD, não conseguindo mais ligá-lo durante o resto da viagem. Ao chegar em Porto Alegre o HD foi substituído por um novo e ainda não tive tempo para tentar recuperar os dados guardados no antigo.
Preço da hospedagem em quarto duplo (pago no check in): R$ 360,00 (2 diárias)
Coordenadas do hotel: S16° 25.438' W39° 03.412'
Passamos a manhã na praia em frente da pousada (Praia da Concha), tomando banho de mar, bebendo algumas cervejas e por fim almoçamos uma gostosa moqueca. À tarde o Hespanhol foi fazer a troca de óleo da moto em uma oficina e eu aproveitei para dar uma lavada na corrente da minha moto.
Amanhã sairíamos cedo com destino à Porto Seguro.
Preço da hospedagem em quarto duplo: R$ 200,00 (total por 2 diárias = pagamento "cash")
Coordenadas da Pousada Girassol: S14° 16.558' W38° 59.421'
Depois de termos rodado cerca de 3.100 km de Porto Alegre até Lençóis, na Chapada Diamantina, era chegada a hora de voltar, agora por um caminho diferente: o litoral.
Como já tínhamos abastecido as motos no dia anterior era só tomar o café da manhã e sair, só que não. Quando fomos pagar a pousada não havia ninguém para fazer o acerto das diárias. Os proprietários não residiam na pousada, não atendiam o telefone celular e só iam chegar lá pelas 09:00h, muito tarde para nós que queríamos sair o quanto antes possível. Por sorte eles chegaram um pouco depois dás 08:00 horas e conseguimos sair não tâo tarde como estávamos prevendo.
Motos na estrada, pegamos a BR-242 até a cidade de Itaberaba, depois BA-046 até Amargosa e BA-040 passando por Mutuípe. De Mutuípe em diante, através da BR-420 rodamos até chegar na BR-101, altura da cidade de Laje. O interessante neste último trajeto foi termos descido um pequena serra, com muitos vales verdes, infelizmente as filmagens que fiz neste trecho também se perderam com o incidente no meu notebook - lamento por não ter tirado fotos também neste percurso pois estas eu consegui preservar.
Seguimos pela BR-101, diga-se de passagem, muito boa neste trecho apesar de pista simples, até o acesso à cidade de Camamú onde tomamos a BA-652 e de Camamú em diante pegamos a BA-001, rodando por parte da chamada "Zona Turística da Costa do Dendê" (começa em Salvador e vai até Itacaré), também em ótimo estado de conservação e pouquíssimo trafego.
Chegamos perto das 17:00h em Itacaré e fomos direto para a Pousada Girassol, que já conhecíamos de nossa viagem de 2012 pelo nordeste. A Pousada Girassol fica praticamente de frente para o mar na praia da Concha e tem garagem (não coberta mas com bastante árvores para proteger as motos do sol) e um atendimento muito bom.
Ficamos em um quarto enorme, com ar condicionado que funcionava perfeitamente e as motos devidamente protegidas no estacionamento da pousada.
Outro atrativo desta pousada é a sua proximidade com o centro de Itacaré, sem no entanto deixar de ser protegida do burburinho desta região.
O dia amanheceu bonito e as motos nos aguardavam em frente à pousada em Lençóis
Domingo, dia 12, contratamos um pacote chamado "Passeio das Grutas" e passamos o dia visitando algumas atrações que ficam perto da cidade de Lençóis: Morro do Pai Inácio, Lapa Doce, etc. Não vou entrar em detalhes destes passeios pois podem ser melhor descritos em sites de turismo receptivo aqui na internet.
Segunda-feira, dia 13, fizemos um passeio com quadricíclos na chamada "Trilha do Garimpo", contratado na Pousada das Árvores. Foram duas horas de muita diversão passando dentro de pequenos riachos, trilhas estreitas, pedregulhos, etc. e no meio disso tudo um banho refrescante em um rio. Filmei vários trechos deste passeio com minha Gopro mas a exemplo das outras filmagens feitas até então os filmes também estão (espero eu) temporariamente perdidos pois foram transferidos à noite para o notebook que veio dar problema dias mais tarde.
O único porém é que, devido ao sacolejo do quadríciclo na trilha acidentada, perdi o controle remoto da minha Gopro que estava amarrado ao guidão, provavelmente nos últimos 15 da pequena aventura.
Uma dica para quem vai fazer este passeio é que vá pronto para encarar muita sujeira (vá de bermuda, camiseta e tênis), e que use a máscara anti-pó oferecida pela empresa pois a poeira levantada pelos veículos chega a comprometer a visão de quem vai atrás do guia - não tem como fazer o passeio sem a máscara.
Preço médio da diária da pousada (mudamos de quarto a partir do 2º dia) em quarto duplo: R$ 238,00
Coordenadas da pousada: S12° 33.777' W41° 23.467'
Saimos de Caetité sem imaginar que neste dia iríamos encarar o pior trecho de toda nossa viagem mas também um dos mais bonitos. Logo após a cidade de Brumado, a 90 km de Caetité, na BA-030 até o acesso a BR-407 (cerca de 50 km) a coisa ficou feia, era muito buraco para pouca pista. Eu consegui seguir um pouco mais tranquilo em função da minha moto ser mais adequada para aquele tipo de estrada (apesar de eu não ter treinamento nem prática em off-road) mas o Hespanhol, por estar pilotando uma custom demorou um pouco mais para atravessar aqueles 50 km.
A partir da BR-407 (apenas 10 km nela) pegamos uma sucessão de estradas estaduais, todas em bom estado de conservação, passando pelas cidades de Barra da Estiva, Ibicoara (acesso), Cascavel (acesso) e Mucugê. Vale ressaltar que na BA-142, perto do acesso a cidade de Cascavel, a gente avista a Chapada Diamantina a nossa frente e à direita, toda iluminada pelo sol da tarde, realmente uma vista privilegiada da Chapada. A partir de Mucugê praticamente estamos cruzando por dentro da Chapada Diamantina em uma estrada de tirar o fôlego com uma natureza exuberante, vale a pena parar na ponte sobre o rio Paraguaçu para tirar umas fotos.
Chegamos na cidade de Lençóis perto das 16:00h e nos dirigimos à Pousada Corona de Pedra, que reservamos quase um mês antes tendo em vista ser Lençóis uma cidade essencialmente turística e que íamos chegar em um final de semana, correndo o risco de não encontrar vaga. A decisão de fazer reserva antecipadamente se mostrou acertada porquê ao chegarmos vimos que estava acontecendo o 16º Festival de Música de Lençóis. A cidade estava simplesmente lotada, com certeza não encontraríamos facilmente um lugar para ficar, pelo menos na primeira noite.
Uma das exigências para quem viaja de moto na escolha da hospedagem é que tenha garagem para colocar a moto, e foi o que observei quando fiz a reserva, via booking.com. No site dizia que a pousada tinha garagem fechada e lá chegando isto não era verdade, deixamos as motos estacionadas na pequena rua nos fundos e, felizmente, não tivemos problema algum.
Coordenadas da pousada: S12° 33.777' W41° 23.467'
Barra da Estiva (BA) com o Morro do Ouro ao fundo.
Vista da Chapada perto do acesso ao município de Cascavel (BA) - BA-142
Ponte sobre o Rio Paraguaçu - BA-142
Chegamos na pousada em Lençós, a cidade estava lotada.