sábado, 13 de dezembro de 2014

Chapada Diamantina - 10º dia - Lençóis á Itacaré (BA) 510 km

Dia 14/10/2014 (terça-feira)

Depois de termos rodado cerca de 3.100 km de Porto Alegre até Lençóis, na Chapada Diamantina, era chegada a hora de voltar, agora por um caminho diferente: o litoral.
Como já tínhamos abastecido as motos no dia anterior era só tomar o café da manhã e sair, só que não. Quando fomos pagar a pousada não havia ninguém para fazer o acerto das diárias. Os proprietários não residiam na pousada, não atendiam o telefone celular e só iam chegar lá pelas 09:00h, muito tarde para nós que queríamos sair o quanto antes possível. Por sorte eles chegaram um pouco depois dás 08:00 horas e conseguimos sair não tâo tarde como estávamos prevendo.

Motos na estrada, pegamos a BR-242 até a cidade de Itaberaba, depois BA-046 até Amargosa e BA-040 passando por Mutuípe. De Mutuípe em diante, através da BR-420 rodamos até chegar na BR-101, altura da cidade de Laje. O interessante neste último trajeto foi termos descido um pequena serra, com muitos vales verdes, infelizmente as filmagens que fiz neste trecho também se perderam com o incidente no meu notebook - lamento por não ter tirado fotos também neste percurso pois estas eu consegui preservar.

Seguimos pela BR-101, diga-se de passagem, muito boa neste trecho apesar de pista simples, até o acesso à cidade de Camamú onde tomamos a BA-652 e de Camamú em diante pegamos a BA-001, rodando por parte da chamada "Zona Turística da Costa do Dendê" (começa em Salvador e vai até Itacaré), também em ótimo estado de conservação e pouquíssimo trafego.

Chegamos perto das 17:00h em Itacaré e fomos direto para a Pousada Girassol, que já conhecíamos de nossa viagem de 2012 pelo nordeste. A Pousada Girassol fica praticamente de frente para o mar na praia da Concha e tem garagem (não coberta mas com bastante árvores para proteger as motos do sol) e um atendimento muito bom.
Ficamos em um quarto enorme, com ar condicionado que funcionava perfeitamente e as motos devidamente protegidas no estacionamento da pousada.
Outro atrativo desta pousada é a sua proximidade com o centro de Itacaré, sem no entanto deixar de ser protegida do burburinho desta região.

O dia amanheceu bonito e as motos nos aguardavam em frente à pousada em Lençóis
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Chapada Diamantina - 8º e 9º dias - Passeios na Chapada

Dias 12 e 13/10/2014 (domingo e segunda-feira)

Domingo, dia 12, contratamos um pacote chamado "Passeio das Grutas" e passamos o dia visitando algumas atrações que ficam perto da cidade de Lençóis: Morro do Pai Inácio, Lapa Doce, etc. Não vou entrar em detalhes destes passeios pois podem ser melhor descritos em sites de turismo receptivo aqui na internet.

Segunda-feira, dia 13, fizemos um passeio com quadricíclos na chamada "Trilha do Garimpo", contratado na Pousada das Árvores. Foram duas horas de muita diversão passando dentro de pequenos riachos, trilhas estreitas, pedregulhos, etc. e no meio disso tudo um banho refrescante em um rio. Filmei vários trechos deste passeio com minha Gopro mas a exemplo das outras filmagens feitas até então os filmes também estão (espero eu) temporariamente  perdidos pois foram transferidos à noite para o notebook que veio dar problema dias mais tarde.
O único porém é que, devido ao sacolejo do quadríciclo na trilha acidentada, perdi o controle remoto da minha Gopro que estava amarrado ao guidão, provavelmente nos últimos 15 da pequena aventura.
Uma dica para quem vai fazer este passeio é que vá pronto para encarar muita sujeira (vá de bermuda, camiseta e tênis),  e que use a máscara anti-pó oferecida pela empresa pois a poeira levantada pelos veículos chega a comprometer a visão de quem vai atrás do guia - não tem como fazer o passeio sem a máscara.

Preço médio da diária da pousada (mudamos de quarto a partir do 2º dia) em quarto duplo: R$ 238,00
Coordenadas da pousada: S12° 33.777' W41° 23.467'

Algumas fotos dos passeios nestes dois dias.

Poço do Diabo.
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Gruta da Pratinha
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Vista do Morro do Camelo
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Em cima do Morro do Pai Inácio
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Entrando na Gruta da Lapa Doce
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Formações dentro da Gruta da Lapa Doce
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Passeando de quadricíclo pela trilha do garimpo
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Tomamos banho neste rio ao fundo
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Chapada Diamantina - 7º dia - Caetité à Lençóis (BA) 439 km

Dia 11/10/2014 (sábado)
Saimos de Caetité sem imaginar que neste dia iríamos encarar o pior trecho de toda nossa viagem mas também um dos mais bonitos. Logo após a cidade de Brumado, a 90 km de Caetité, na BA-030 até o acesso a BR-407 (cerca de 50 km) a coisa ficou feia, era muito buraco para pouca pista. Eu consegui seguir um pouco mais tranquilo em função da minha moto ser mais adequada para aquele tipo de estrada (apesar de eu não ter treinamento nem prática em off-road) mas o Hespanhol, por estar pilotando uma custom demorou um pouco mais para atravessar aqueles 50 km.

A partir da BR-407 (apenas 10 km nela) pegamos uma sucessão de estradas estaduais, todas em bom estado de conservação, passando pelas cidades de Barra da Estiva, Ibicoara (acesso), Cascavel (acesso) e Mucugê. Vale ressaltar que na BA-142, perto do acesso a cidade de Cascavel, a gente avista a Chapada Diamantina a nossa frente e à direita, toda iluminada pelo sol da tarde, realmente uma vista privilegiada da Chapada. A partir de Mucugê praticamente estamos cruzando por dentro da Chapada Diamantina em uma estrada de tirar o fôlego com uma natureza exuberante, vale a pena parar na ponte sobre o rio Paraguaçu para tirar umas fotos.

Chegamos na cidade de Lençóis perto das 16:00h e nos dirigimos à Pousada Corona de Pedra, que reservamos quase um mês antes tendo em vista ser Lençóis uma cidade essencialmente turística e que íamos chegar em um final de semana, correndo o risco de não encontrar vaga. A decisão de fazer reserva antecipadamente se mostrou acertada porquê ao chegarmos vimos que estava acontecendo o 16º Festival de Música de Lençóis. A cidade estava simplesmente lotada, com certeza não encontraríamos facilmente um lugar para ficar, pelo menos na primeira noite.

Uma das exigências para quem viaja de moto na escolha da hospedagem é que tenha garagem para colocar a moto, e foi o que observei quando fiz a reserva, via booking.com. No site dizia que a pousada tinha garagem fechada e lá chegando isto não era verdade, deixamos as motos estacionadas na pequena rua nos fundos e, felizmente, não tivemos problema algum.

Coordenadas da pousada: S12° 33.777' W41° 23.467'

Barra da Estiva (BA) com o Morro do Ouro ao fundo.
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Vista da Chapada perto do acesso ao município de Cascavel (BA) - BA-142
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Ponte sobre o Rio Paraguaçu - BA-142
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Chegamos na pousada em Lençós, a cidade estava lotada.
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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Chapada Diamantina - 6º dia - Montes Claros (MG) à Caetité (BA) 409 km

Dia 10/10/2014 (sexta-feira)

A partir do 3º dia de viagem, ou seja, ao entrarmos na BR-381 (Rod. Fernão Dias), passei a filmar alguns trechos que eu achava interessante pois a partir dali as rotas seriam novas para nós. Ao final do dia transferia os filmes e os roteiros gravados no GPS para o notebook a fim de deixar os "post's" neste blog com mais informações e imagens, porém estes dados, infelizmente, foram perdidos dias mais tarde por um descuido meu.

Saimos da Pousada do Sesc um pouco depois das 08:00h e o destino deste dia seria a cidade de Caetité, já no estado da Bahia.
A nossa intenção inicial era de seguirmos até Vitória da Conquista (470 km) porém alguns dias antes de sair recebi do Marcos Cezana (um dos integrantes de um grupo de motociclistas do ES e que ainda não conheço pessoalmente) uma sugestão de irmos para Caetité (410 km), via Guanambi, pois esta rota deveria ter menos tráfego de caminhões. Sugestão aceita foi o que fizemos e logo de cara vimos que esta decisão se mostrou acertada. A BR-251, que após 335 km desemboca na BR-116, já nos seus primeiros kms  mostrou o que nos esperava: caminhões e mais caminhões em uma rodovia extreamente mal conservada. Por sorte 23 km após sairmos de Montes Claros tomamos a BR-122 e passamos a rodar em uma estrada quase sem caminhões e em bom estado de conservação. O dia rendeu e perto das 15:00h, após pararmos para almoçar em um restaurante de um posto de gasolina na cidade de Guanambi, chegamos em Caetité onde fomos direto para o Hotel Caetité Palace, que já estava devidamente marcado no GPS. Fica aqui o meu agradecimento ao Marcos Cezana pela dica de roteiro.
Caetité nos chamou atenção pela grande oferta de hotéis. À noite, conversando com um dono de bar enquanto fazíamos um lanche, ele nos disse que a oferta de hotéis se dá em função do grande número de empresas mineradoras que operam na região (urânio, ametista, mânganes e ferro). A título de curiosidade, em Caetité fica a única mina de urânio da América Latina, explorada por uma estatal (Indústrias Nucleares do Brasil S.A.).

Preço da hospedagem em quarto duplo: R$ 140,00
Coordenadas do hotel: S14° 03.964' W42° 29.090'

Caetité Palace Hotel
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Chapada Diamantina - 5º dia - Betim à Montes Claros (MG) 435 km

Dia 09/outubro/2014 (quinta-feira)

No dia anterior estive usando o GPS Garmin Zumo 350LM, porém tive a desagradável surpresa em descobrir que ele não gravou o percurso feito no dia anterior, mesmo estando marcada esta opção no menu do GPS. Gosto de gravar os percursos na memória do GPS para,  depois de descarregados no notebook que levo, analisar a rota percorrida e também coletar dados que possam ser úteis para postar aqui no blog. Resolvi então a partir deste dia utilizar dois GPS durante os roteiros: o meu velho e bom Garmin 62S (para gravar os percursos) juntamente com o imprevisível Garmin Zumo 350LM (tela maior e navegabilidade ainda confiável).

Saímos do Hotel Casa Blanca às 08:00h com destino à cidade de Montes Claros, ainda no estado de Minas Gerais. Os primeiros quilômetros dentro da região metropolitana de Belo Horizonte foram, naturalmente, "travados" por razões óbvias. A partir da BR-040 a viagem rendeu, porém agora nosso cuidado tinha que ser redobrado ao fazermos ultrapassagens pois quando acessamos a BR-135, cerca de 100 kms após termos saido de Betim, a pista duplicada terminou e alguns motoristas continuavam se comportando como se estivessem em uma "Autobahn".

Uma coisa que achei interessante é que a partir deste trecho (BR-135) o relevo e a vegetação mudaram bastante, pesquisei a noite na internet e descobri que aquela região do estado de Minas Gerais apresentava a mistura de dois biomas: o cerrado e a caatinga.
Neste dia aconteceu um incidente que poderia ter tomado proporções mais sérias. Na BR-135, ao sair de uma curva observei alguns objetos grandes "voando" em cima da pista. Quando cheguei mais perto pude ver que os "objetos voadores" eram a carga de telhas (tipo brasilit) de um caminhão que estavam precariamente amarradas e começaram a voar pela estrada, inclusive uma quase me atingiu quando um caminhão que vinha em sentido contrário passou por esta telha e o deslocamento de ar fez com que ela voasse mais uns metros vindo em minha direção.

Chegamos em Montes Claros cerca de 16:00h e após abastecermos nos dirigimos à Pousada do Sesc, aonde já tínhamos ficado hospedados em 2012 durante uma viagem que fizemos à Natal (RN).
Fomos muito bem recebidos na pousada e após nos instalarmos fomos curtir a piscina.

Preço da hospedagem em quarto duplo: R$ 130,00
Coordenadas da pousada: S16° 43.278' W43° 52.164'

Curtindo uma piscina.
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Chapada Diamantina - 4º dia - Indaiatuba (SP) à Betim (MG) 585 km.

Dia 08/outubro/2014 (quarta-feira)

Saimos cedo de Indaiatuba, cerca de 7:30h. Iniciamos nosso percurso pela SP-075 (Rod. Santos Dumont) que apresentava bastante tráfego aquela hora, depois pegamos um pequeno trecho da SP-330 (Rod. Anhaguera)  e então através da SP-083 e SP-065 (D. Pedro I) acessamos a BR-381 (Rod. Fernão Dias) que nos levaria até a cidade de Betim, região metropolitana de Belo Horizonte. Todo nosso percurso deste dia foi feito em rodovias duplicadas e pedagiadas (sete pedágios somente na Fernão Dias), porém todas elas com tráfego intenso. No trecho mineiro da BR-381 (Fernão Dias) tinhamos que tomar muito cuidado ao tomar a faixa da esquerda (durante as ultrapassagens) pois alguns motoristas naquele estado dirigem como se estivessem em uma "Autobahn". Não é por acaso, e me lembrei disto durante este percurso, que durante os feriadões o estado de Minas é o campeão de acidentes nas estradas.
Me chamou a atenção durante a parada para almoçar em um posto que fica pouco antes da cidade de Perdões a variedade de cachaças a venda, acho que Minas é um dos maiores produtores de cachaça no Brasil. Infelizmente (ou não) quando se viaja de moto nossa capacidade de carga fica muito restrita, senão teria comprado uma ou mais garrafas para fazer caipirinhas, pois dizem que lá se produz cachaças de ótima qualidade.
Ao longo da BR-381 passamos ainda no trevo de acesso à cidade de Varginha, famosa pelo evento do ET, e também no acesso à Três Corações, cidade natal do Pelé aonde tem uma estátua em sua homenagem.
Chegamos em Betim cerca de 17:00 h e depois de uma rápida procura nos instalamos no Hotel Casablanca. Hotel com um bom atendimento, garagem fechada no outro lado da rua e com um preço compatível pelo fato de estar localizado na região metropolitana de uma capital: R$ 240,00 (quarto duplo).

Coordenadas do hotel Casablanca: S19° 58.425' W44° 11.739'

Parada para tomar o café da manhã na SP-065 (D. Pedro I). De olho nas motos.
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Entrando no estado de Minas Gerais - BR-381 (Fernão Dias)
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Impressionante a variedade de cachaças a venda na loja de conveniência do posto.
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Chapada Diamantina - 3º dia - Curitiba (PR) à Indaiatuba (SP) 516 km

Dia 07/outubro/2014 (terça-feira)

Saímos de São José dos Pinhais às 08 h com tempo bom, porém estava frio (cerca de 10º C).
Tocamos até perto de Registro, já que íamos parar para abastecer e lanchar no Graal mas paramos cerca de 1,5 km antes, em um posto Ipiranga pois o Graal é muito grande e para sentar e comer algo lá dentro, é melhor alguém ficar cuidando as motos e neste posto que paramos, por ser pequeno e ter uma loja AMPM, podemos lanchar despreocupados.
Lanchamos e saimos às 11 h preparados psicologicamente para atravessar a Serra do Cafezal, um trecho de 18 km de pista simples na BR-116 entre Curitiba e São Paulo, um verdadeiro gargalo, porém para nossa surpresa não havia engarrafamento e inclusive quase todo o trecho no sentido PR/SP já tem uma 3ª pista, resumindo: inciamos a travessia da Serra do Cafezal às 12:00h e concluímos às 12:20.
Paramos logo depois para almoçar e então foi só seguir até o Rodoanel e entrar na rodovia Castelo Branco (SP-280), depois pegamos a SP-075 e por último a SP-073 que nos levou até Indaiatuba onde chegamos às 15:35 na casa do Rodrigo, filho do Hespanhol.
Não tiramos nenhuma foto no trajeto pois este trecho já é um velho conhecido nosso. A noite o Rodrigo, junto com sua esposa, preparou um belo churrasco.
Valeu Rodrigo e Aline!!!

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